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Quinta-feira, 03 08:47 - Secretaria de Saúde

Serviço oferecido pela Secretaria de Saúde visa estimular e orientar as mamães sobre a prática do aleitamento materno

Seguindo as orientações da fonoaudióloga Letícia Zwetsch (dir), Tatiane da Silva voltou a amamentar normalmente Foto: Cleusa Silva Seguindo as orientações da fonoaudióloga Letícia Zwetsch (dir), Tatiane da Silva voltou a amamentar normalmente

Meses antes do lançamento da Semana Mundial de Aleitamento Materno 2017, que ocorre de 1º a 07 de agosto, a Secretaria Municipal de Saúde de Taquara já vem oferecendo um serviço que visa estimular e orientar as mamães de recém-nascidos sobre a prática do aleitamento materno.

A criação do Grupo de Acolhimento e Orientação ao Aleitamento Materno surgiu a partir da proposta da fonoaudióloga Letícia Zwetsch, de incentivar a prática da amamentação entre as mamães de recém-nascidos que consultam na Unidade Básica de Saúde (UBS) Piazito e das gestantes do município que necessitam dessa orientação.

Outro fator que contribuiu para a oferta desse serviço foi a constatação da Secretaria de Saúde sobre os altos índices de bebês recém-nascidos abaixo do peso, dados comprovados por Lunalva Elza Schein, coordenadora do Piazito.

“Mesmo sabendo dos benefícios proporcionados pelo leite materno, muitas mulheres encontram uma série de dificuldades de seguir com a amamentação e, antes mesmo do período considerado ideal, já dão início ao uso de mamadeiras e papinhas”, explica Lunalva.

Segundo a Aliança Mundial para Ação em Amamentação (WABA), que lançou a Semana Mundial de Aleitamento Materno em 1992, o ideal é que o aleitamento materno ocorra até os dois anos de idade, devendo ser exclusivo até os seis meses de vida.

“Não existe leite fraco. As mamães não precisam se preocupar, pois o leite materno, além de ter todos os nutrientes necessários para o bom desenvolvimento da criança, também fornece água para hidratação, é de fácil digestão e protege os bebês contra infecções e alergias, não sendo necessário o uso de chás, água ou qualquer outro tipo de comida”, orienta a fonoaudióloga.

Durante os encontros de orientação, que ocorrem às terças-feiras à tarde, ou de acordo com a necessidade de cada recém-nascido, Letícia também avalia a pega do bebê (que é a união da boca da criança com o seio materno), as funções dos músculos orofaciais e reflexos do bebê e se a criança tem alguma dificuldade que o impeça de mamar.

A fonoaudióloga verifica ainda o fluxo de leite da mãe, se ela está com alguma dor ao amamentar e, se necessário, realiza intervenções ou encaminha a criança para um tratamento mais aprofundado.

“Os benefícios de um bebê que mama no peito vão desde a preparação para a fala e estimulação da musculatura da mastigação e da deglutição, através da sucção para ingerir o leite materno; até a estimulação da respiração correta, que é pelo nariz, e o aumento da imunidade e a diminuição de casos de otite, infecção de ouvido muito comum desde os primeiros meses de vida”, alerta Letícia.

Na tarde de terça-feira (01), enquanto participava do seu quinto encontro de orientação ao aleitamento materno, Tatiane Roberta da Silva, moradora do bairro Centro, recebia novas instruções da fonoaudióloga e comemorava o aumento de peso da pequena Sarah da Cruz, de 28 dias.

“Quando eu fiz o teste do pezinho na Sarah, meu marido comentou com as atendentes do Piazito que, mesmo eu tendo bastante leite, a nossa filha não conseguia mamar e não aumentava de peso. Foi então que me indicaram o grupo de orientação”, informa Tatiane.

Passados 15 dias, e cinco encontros, a menina voltou a mamar normalmente e já aumentou quase 400 gramas. Isso sem contar as vantagens para a mãe, como a criação de vínculo com sua filha, a diminuição do risco de câncer de mama e de ovário, a volta ao peso de antes da gestação, entre outras.

O trabalho desenvolvido pelo Grupo de Acolhimento e Orientação ao Aleitamento Materno é realizado em conjunto com a equipe da UBS Piazito, principalmente os pediatras, que acompanham o desenvolvimento da criança, indicando algum tipo de complemento alimentar, quando necessário; e também de nutricionista, psicólogo e técnicos de enfermagem.

Além das lactantes que são atendidas no Piazito, a ideia é oferecer e abranger essas orientações também para as gestantes que dão a luz na maternidade do Hospital Bom Jesus para que, logo que recebam alta, sejam informadas sobre a existência do grupo e sobre a importância do ato de amamentar, devendo procurar ajuda o quanto antes.

Interessadas em participar do Grupo de Acolhimento e Orientação ao Aleitamento Materno, ou saber mais informações sobre esse serviço, podem entrar em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, pelo telefone 3541-9300, ou diretamente no Posto Piazito, localizado na rua Henrique Bauermann, 2866, bairro Jardim do Prado.

Fotos

Grupo de Acolhimento e Orientação ao Aleitamento Materno 2 imagens na galeria
Seguindo as orientações da fonoaudióloga Letícia Zwetsch (dir), Tatiane da Silva voltou a amamentar normalmente Cleusa Silva
Seguindo as orientações da fonoaudióloga Letícia Zwetsch (dir), Tatiane da Silva voltou a amamentar normalmente
Foto: Cleusa Silva
Tatiane da Silva (esq) e a fonoaudióloga Letícia Zwetsch comemoram o aumento de peso da pequena Sarah da Cruz Cleusa Silva
Tatiane da Silva (esq) e a fonoaudióloga Letícia Zwetsch comemoram o aumento de peso da pequena Sarah da Cruz
Foto: Cleusa Silva

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